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Modernização digital de usinas termelétricas: integração de novas tecnologias a ativos em operação

A modernização de usinas termelétricas exige integrar sistemas legados, novas plataformas digitais e requisitos atuais de proteção, controle e modelagem. A Actemium estrutura projetos de retrofit com foco em confiabilidade, disponibilidade e aderência às exigências do sistema elétrico.

A transformação do Sistema Interligado Nacional tem ampliado as exigências sobre o desempenho das usinas termelétricas a gás natural. Com o crescimento das fontes eólica e solar e uma operação cada vez mais dinâmica, essas plantas precisam responder a novas demandas de flexibilidade, suporte de tensão e estabilidade. Ao mesmo tempo, parte relevante dos ativos em operação foi concebida nas décadas de 1990 e 2000, com sistemas de proteção, controle e excitação que hoje convivem com obsolescência tecnológica e limitações de integração.

A Actemium atua em projetos de modernização e retrofit de sistemas elétricos, proteção e controle de usinas termelétricas. A experiência acumulada em ativos em operação mostra que o principal desafio não está simplesmente em substituir equipamentos, mas em integrar novas plataformas digitais a arquiteturas existentes, preservando a disponibilidade das unidades e adequando a instalação aos requisitos técnicos e regulatórios atuais.

Integração entre sistemas legados e novas arquiteturas digitais.

 

Essa integração envolve sistemas desenvolvidos em diferentes períodos, tecnologias proprietárias e modernizações realizadas ao longo da vida útil da planta. A evolução dos Procedimentos de Rede do ONS também ampliou as exigências relacionadas à proteção, supervisão, comunicação, desempenho dinâmico e integração digital. Por isso, cada retrofit demanda uma leitura completa da instalação existente, identificando lacunas de desempenho e conformidade antes da definição da nova arquitetura.

Na proteção e no controle, a modernização pode envolver a adoção de IEDs multifunção, novas lógicas de proteção e intertravamento e arquiteturas de comunicação baseadas na IEC 61850. A utilização de mensagens GOOSE, por exemplo, permite substituir parte das interligações físicas entre equipamentos por comunicação estruturada em rede, ampliando a interoperabilidade, a capacidade de diagnóstico e a flexibilidade para incorporar novas funções ao sistema.

Proteção, controle e comunicação em uma arquitetura mais integrada.

 

O processo também exige revisar filosofias e parâmetros definidos no projeto original. Alterações nos níveis de curto-circuito e nas condições de operação do sistema podem exigir novos estudos de coordenação e seletividade, enquanto sistemas de registro de perturbações precisam oferecer maior precisão e rastreabilidade. Da mesma forma, a substituição de sistemas de excitação e regulação de tensão demanda atualização dos modelos dinâmicos utilizados nos estudos do SIN, com simulações e ensaios em campo para validar a aderência entre o comportamento calculado e a resposta real da unidade.

A modernização digital exige que equipamentos, proteção, controle, comunicação e modelagem sejam tratados como partes de um mesmo sistema. Ao combinar engenharia, integração de tecnologias, testes e comissionamento, a Actemium estrutura intervenções de forma faseada e alinhada às condições operacionais de cada planta, buscando maior confiabilidade, conformidade e consistência entre o ativo físico e sua representação nos estudos elétricos.

Modernização com foco em confiabilidade e disponibilidade operacional.